BANDA MARCIAL DO COLÉGIO ESTADUAL DE ARAGUARI - Desfilando em 7 de setembro de 1969, chegando ao palanque armado na praça Getúlio Vargas onde estavam os Diretores dos colégios, o Vigário, o Gerente do BB, o Prefeito, o Coronel do 2º Btl e outras autoridades. Os primeiros são os fuzileiros. Dos que me lembro: Silvinho da farmácia, Valter Mamede Filho, Luiz Antonio Oliveira Salomao, Andre Luiz Chaves (eu), Hamilton Tadeu (de óculos, futuro Delegado de ...Araguari), Eurípedes Ezequiel. No tarol está o Claret no centro. Acher no clarim, o Bruno no piston e o Anderson Mamede na corneta. A Banda Marcial era composta por 131 instrumentos. Na vépera do desfile, nós nos reuníamos no Colégio para preparar todos os instrumentos, polindo, pintando e estampando os couros dos fuzileiros com motivos pertinentes. Notem na foto, que na época ainda havia muitos veículos de tração animal e era necessário desviar dos "presentes" deixados na rua
Monday, August 19, 2013
LAMBARI DA REGIÃO
Reza a Lenda que em Araguari,
Quatro ruas se interceptam em dois flamboyants, Olegário Maciel, Bias Fortes, Brasil Acciolly e Aquileu Nogueira, perto do Edifício dos Bancários. Nos idos de 1997, abriu ali, na Aquileu Nogueira, um simpático barzinho chamado Bar do Damião, onde é hoje o Tabelionato de Protestos. Tinha uma cerveja geladíssima e tira-gostos tipicamente regionais que acrescentavam gosto. Num sábado daquele ano, fomos ainda de madrugada, pegar uns peixinhos sob a ponte Wagner Estelita Campos, na divisa de Araguari com Catalão. Votamos com a capanga vazia. Demandados pela sede, ali pelo meio dia, chegamos lá no novo barzinho, meu irmão Herlon, Vinícius Mayer, meu sobrinho e eu, ansiando por uma gelada . Lá pela quarta cerveja, a senhora que nos atendia, trouxe uma farta travessa de lambaris fritos, declarando-os como cortesia da casa. O Vinícius solicitamente perguntou: “O lambari é da Região?” e ela: “É, o meu marido é o Damião.”
Reza a Lenda que em Araguari,
Quatro ruas se interceptam em dois flamboyants, Olegário Maciel, Bias Fortes, Brasil Acciolly e Aquileu Nogueira, perto do Edifício dos Bancários. Nos idos de 1997, abriu ali, na Aquileu Nogueira, um simpático barzinho chamado Bar do Damião, onde é hoje o Tabelionato de Protestos. Tinha uma cerveja geladíssima e tira-gostos tipicamente regionais que acrescentavam gosto. Num sábado daquele ano, fomos ainda de madrugada, pegar uns peixinhos sob a ponte Wagner Estelita Campos, na divisa de Araguari com Catalão. Votamos com a capanga vazia. Demandados pela sede, ali pelo meio dia, chegamos lá no novo barzinho, meu irmão Herlon, Vinícius Mayer, meu sobrinho e eu, ansiando por uma gelada . Lá pela quarta cerveja, a senhora que nos atendia, trouxe uma farta travessa de lambaris fritos, declarando-os como cortesia da casa. O Vinícius solicitamente perguntou: “O lambari é da Região?” e ela: “É, o meu marido é o Damião.”
Reza a Lenda que a rua Olegário Maciel na altura do nº 607 era assim em 1957. Estou aí para testemunhar. Bicicleta da época, uma chimbica passando na rua sem calçamento, também o passeio era em terra. Na esquina com a rua Joaquim Modesto estava o Empório Corcovado. Em frente, estavam as casas da Dona Mariinha e do Mário Casqueiro. Duas ou três vezes por semana, ouvia-se a vizinhança alvoraçada gritando: "O gado, o gado!" e as donas de casa corriam para recolher seus lençóis do varal e para fechar portas e janelas. Era um rebanho de centenas de reses levantando imensa poeira e sendo conduzido por peões, com berrante e tudo, para embarque em vagões ferroviários no final da rua, em frente à chácara Sinhazinha. Em 1959 essa rua foi calçada com paralelepípedos, meus pais mandaram cimentar o passeio em frente da casa e em 2012 as pedras da rua foram cobertas com uma fina camada de asfalto.
Sunday, August 18, 2013
HAVIA UM TIME DE VÔLEI DO COLÉGIO ESTADUAL
- Araguari Tênis Club, ATC. As escolas de Araguari se reuniam para as disputas intercolegiais. Esta foto mostra o invencível time de vôlei do Colégio Estadual de Araguari, numa partida contra o time do Colégio Sagrado Coração de Jesus, (Colégio das Irmãs), partida cheia de empolgação com torcidas devotadas. Identificamos a partir da direita, de pé: Profe...ssor Heitor, nº 5 Angélica, nº 15 Maria Elizabeth, nº 9 Leila Regina Scalia... na extrema esquerda Professor Antônio Marques. Agachadas: nº 16 Zenith, nº 11 Maria de Lourdes Caixeta(eu) e Wilsonina próxima à bola... Os jogos arrastavam grandes multidões às quadras do ATC e o esporte em Araguari era uma das atividades mais prestigiadas. O professor Antônio Marques sempre dava ênfase e incentivo à prática esportiva. As Olimpíadas estudantis organizadas pela UEA (União dos Estudantes de Araguari) movimentavam a cidade, congregando todos os colégios sob a bandeira Olímpica Estudantil. As modalidades eram: Futebol de Salão, Handball, Basket, Vôlei, ping-pong e Atletismo.
- Araguari Tênis Club, ATC. As escolas de Araguari se reuniam para as disputas intercolegiais. Esta foto mostra o invencível time de vôlei do Colégio Estadual de Araguari, numa partida contra o time do Colégio Sagrado Coração de Jesus, (Colégio das Irmãs), partida cheia de empolgação com torcidas devotadas. Identificamos a partir da direita, de pé: Profe...ssor Heitor, nº 5 Angélica, nº 15 Maria Elizabeth, nº 9 Leila Regina Scalia... na extrema esquerda Professor Antônio Marques. Agachadas: nº 16 Zenith, nº 11 Maria de Lourdes Caixeta(eu) e Wilsonina próxima à bola... Os jogos arrastavam grandes multidões às quadras do ATC e o esporte em Araguari era uma das atividades mais prestigiadas. O professor Antônio Marques sempre dava ênfase e incentivo à prática esportiva. As Olimpíadas estudantis organizadas pela UEA (União dos Estudantes de Araguari) movimentavam a cidade, congregando todos os colégios sob a bandeira Olímpica Estudantil. As modalidades eram: Futebol de Salão, Handball, Basket, Vôlei, ping-pong e Atletismo.
Reza a Lenda que em Araguari...Há a CRUZ DO PADRE no CAMPO REDONDO, que é uma localidade a 23 km de Araguari, pela BR050, em direção à Brasília, entrando à direita no restaurante do Curicaca mais 1.500 metros. Existe essa igrejinha, um cemitério com sepulturas que datam das décadas de 1930 e 40, mas há outras mais antigas, prédio para atividades comunitárias e escolares tudo muito bem conservado. Há a história sobre um padre convidado a celebrar uma missa em uma fazenda na região do Campo Redondo no século XIX e que ele havia cobrado pela a missa, uma quantia considerada excessiva pelo fazendeiro. O preço foi contestado, mas o padre não fez por menos e partiu com as patacas de cobre em sua mula. Esse fazendeiro, após as festividades, indignado, enviou um jagunço armado para reaver seus valores. A tocaia se deu no alto do morro, onde hoje plantamos milho e soja, mas milagrosamente o padre não morreu, e assaltado e ferido, rogou uma praga para que aquela família nunca conseguisse prosperar como castigo pelo mal que lhe haviam feito. Ele ficou aleijado. Nossos vizinhos mais antigos contam que a praga foi eficaz e os ricos fazendeiros acabaram na miséria e seus descendentes tiveram a mesma sina. Ainda há um monte de pedras e os resquícios de uma cruz no local, que ainda é preservado, e as pessoas vão até lá rezar, pedir graças e levar flores. Todos os habitantes locais conhecem o lugar como “A Cruz do Padre”.
O GADO ZEBU.
Reza a Lenda e as informações do Museu do Zebu, da ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu) em Uberaba e do historiador Hugo Prata, que um ARAGUARINO, no século XIX, foi o primeiro brasileiro a trazer para o Brasil, bovinos da raça Zebu, precursora dos atuais Nelore, Gir, Indubrasil, Guzerá etc. importando-os diretamente da Índia. Os primeiros Zebus, foram importados por D. Pedro I para a Fazenda Real Santa Cruz, em 1826, mas dos excedentes do zoológico de Londres . Manoel Lemgruber importou em 1878 dos excedentes do zoológico da Alemanha, animais esses comprometidos com cruzamentos de origem africana. O único transporte intercontinental era marítimo. Navios a vapor só foram construídos por Robert Fulton em 1807 e no final do século gastavam 21 dias no percurso entre a Europa e o Brasil. Viajar à Índia, contornando a África, sem contratempos meteorológicos, demorava por volta de 47 dias. Havia ainda trechos a percorrer a cavalo, carroças e a pé pela Península de Kathiawar na região de Gir, Província de Guzerat, entre guerras religiosas e étnicas, até o local onde a compra seria feita. Era preciso coragem para enfrentar o desconhecido e os riscos para se chegar lá. Araguari fora elevada a cidade em 1888 e quatro anos após a queda da monarquia, em 1893 havia um araguarino chamado Teófilo Godoy que dispunha da coragem e dos recursos necessários para realizar aquela empreitada. Ele foi até lá, adquiriu e trouxe 6 reprodutores e 2 matrizes para criadores em Uberaba, numa viagem de 135 dias. Onze anos depois ele retornou à Índia, em 1904 e após três meses desembarcava em Santos com um lote de 15 Zebus para criação em suas terras em Araguari. Nos anos 1930/40 mais bovinos foram trazidos da Índia para Uberaba, particularmente pelo pecuarista Torres Homem Rodrigues da Cunha, falecido em 2010 e herdeiro da marca VR, entre eles o Karvadi e Taj Mahal, campeões da raça e que geraram outras centenas de reprodutores, preferidos pela rusticidade, adaptabilidade, fertilidade e rápido ganho de peso em carne. Numa das vezes foi necessário trazer o tratador indiano “Dico” que criara os bezerros desde o nascimento e se recusava a se separar deles. Na Índia os bovinos são sagrados. Zebu significa “Berço Sagrado”. O Brasil mantém hoje o maior rebanho comercial de bovinos do mundo, atingindo mais de 212 milhões de animais, maciçamente localizados na região Oeste. Teófilo Godoy: mais um pioneiro para a história da nossa Araguari.
Reza a Lenda e as informações do Museu do Zebu, da ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu) em Uberaba e do historiador Hugo Prata, que um ARAGUARINO, no século XIX, foi o primeiro brasileiro a trazer para o Brasil, bovinos da raça Zebu, precursora dos atuais Nelore, Gir, Indubrasil, Guzerá etc. importando-os diretamente da Índia. Os primeiros Zebus, foram importados por D. Pedro I para a Fazenda Real Santa Cruz, em 1826, mas dos excedentes do zoológico de Londres . Manoel Lemgruber importou em 1878 dos excedentes do zoológico da Alemanha, animais esses comprometidos com cruzamentos de origem africana. O único transporte intercontinental era marítimo. Navios a vapor só foram construídos por Robert Fulton em 1807 e no final do século gastavam 21 dias no percurso entre a Europa e o Brasil. Viajar à Índia, contornando a África, sem contratempos meteorológicos, demorava por volta de 47 dias. Havia ainda trechos a percorrer a cavalo, carroças e a pé pela Península de Kathiawar na região de Gir, Província de Guzerat, entre guerras religiosas e étnicas, até o local onde a compra seria feita. Era preciso coragem para enfrentar o desconhecido e os riscos para se chegar lá. Araguari fora elevada a cidade em 1888 e quatro anos após a queda da monarquia, em 1893 havia um araguarino chamado Teófilo Godoy que dispunha da coragem e dos recursos necessários para realizar aquela empreitada. Ele foi até lá, adquiriu e trouxe 6 reprodutores e 2 matrizes para criadores em Uberaba, numa viagem de 135 dias. Onze anos depois ele retornou à Índia, em 1904 e após três meses desembarcava em Santos com um lote de 15 Zebus para criação em suas terras em Araguari. Nos anos 1930/40 mais bovinos foram trazidos da Índia para Uberaba, particularmente pelo pecuarista Torres Homem Rodrigues da Cunha, falecido em 2010 e herdeiro da marca VR, entre eles o Karvadi e Taj Mahal, campeões da raça e que geraram outras centenas de reprodutores, preferidos pela rusticidade, adaptabilidade, fertilidade e rápido ganho de peso em carne. Numa das vezes foi necessário trazer o tratador indiano “Dico” que criara os bezerros desde o nascimento e se recusava a se separar deles. Na Índia os bovinos são sagrados. Zebu significa “Berço Sagrado”. O Brasil mantém hoje o maior rebanho comercial de bovinos do mundo, atingindo mais de 212 milhões de animais, maciçamente localizados na região Oeste. Teófilo Godoy: mais um pioneiro para a história da nossa Araguari.
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